Conceitos Importantes
Este documento apresenta os principais conceitos utilizados no Calibre Software.
O objetivo é padronizar a terminologia utilizada no sistema, na documentação e nos processos internos, garantindo clareza e consistência entre usuários, equipes técnicas e administrativas.
Estrutura organizacional
Empresa
Representa a organização que utiliza o Calibre Software.
Uma empresa é a unidade principal do sistema. Todos os cadastros, operações e configurações estão vinculados a ela.
Uma empresa pode possuir:
- usuários e grupos de permissões;
- clientes e seus equipamentos;
- ordens de serviço e tarefas;
- módulos habilitados conforme contrato;
- configurações e personalizações próprias.
Usuário
Pessoa que possui acesso autenticado ao sistema.
Cada usuário pertence a uma empresa e opera conforme as permissões atribuídas ao seu perfil ou grupo.
Um usuário pode:
- acessar módulos habilitados para sua empresa;
- executar tarefas e registrar operações;
- emitir documentos e certificados;
- visualizar relatórios;
- realizar ações conforme suas permissões individuais ou de grupo.
Grupo de permissões
Conjunto de permissões reutilizável, atribuído a um ou mais usuários.
Os grupos simplificam o gerenciamento de acessos em equipes, evitando a necessidade de configurar permissões individualmente para cada usuário.
Um grupo pode definir:
- quais módulos e funcionalidades estão disponíveis;
- níveis de visualização (próprio, setor, empresa);
- ações permitidas (criar, editar, excluir, aprovar);
- restrições operacionais específicas.
Permissões
Regras que definem quais ações um usuário pode executar no sistema.
As permissões podem ser atribuídas diretamente ao usuário ou herdadas de um grupo de permissões.
Exemplos de permissões:
- visualizar informações;
- criar e editar registros;
- excluir dados;
- aprovar processos;
- emitir certificados;
- acessar relatórios gerenciais.
Estrutura operacional
Cliente
Pessoa física ou jurídica atendida pela empresa usuária do sistema.
O cliente é o destinatário final dos serviços registrados no sistema.
O cliente pode possuir:
- equipamentos cadastrados e controlados;
- ordens de serviço abertas ou concluídas;
- contratos ativos;
- certificados emitidos;
- histórico completo de atendimentos.
Equipamento
Item físico controlado operacionalmente pelo sistema.
Os equipamentos são os objetos centrais dos processos técnicos, como calibração, manutenção e inspeção. Cada equipamento pertence a um cliente e possui seu próprio histórico.
Um equipamento pode:
- passar por calibração com emissão de certificado;
- receber manutenção corretiva ou preventiva;
- ser inspecionado conforme periodicidade definida;
- ter rastreabilidade metrológica documentada.
Exemplos: paquímetro, micrômetro, balança, termômetro, manômetro.
Método
Conjunto de configurações e regras técnicas que governam a execução de um processo.
Os métodos garantem que processos como calibração e inspeção sejam realizados de forma padronizada e reprodutível, independentemente do técnico responsável.
Um método pode definir:
- pontos de medição e sequência de aplicação;
- cálculos e fórmulas utilizadas;
- tolerâncias e limites de aceitação;
- critérios de aprovação ou reprovação;
- cálculo de incerteza de medição;
- referência ao procedimento operacional padrão (POP).
Ordem de serviço
Registro operacional que organiza e acompanha as atividades executadas para um cliente.
A ordem de serviço (OS) é o documento central do fluxo operacional. Ela agrupa equipamentos, tarefas e responsáveis em um único ciclo de atendimento.
Uma OS pode conter:
- um ou mais equipamentos do cliente;
- tarefas associadas a cada equipamento;
- responsáveis técnicos e prazos;
- status de andamento (aberta, em execução, concluída);
- documentos e certificados gerados.
Tarefa
Atividade específica atribuída a um usuário ou setor dentro de uma ordem de serviço.
As tarefas são a menor unidade de controle operacional do sistema. Elas permitem distribuir o trabalho, acompanhar o progresso e registrar execuções de forma granular.
Estrutura técnica
Certificado
Documento formal emitido após a execução de um processo técnico, como calibração ou manutenção.
O certificado é o resultado tangível do serviço prestado. Possui validade técnica e pode ser exigido por normas e auditorias.
Pode conter:
- identificação do equipamento e do cliente;
- resultados e medições obtidas;
- incerteza de medição;
- rastreabilidade aos padrões utilizados;
- responsável técnico e assinatura;
- conclusão (aprovado / reprovado / informativo).
Rastreabilidade
Capacidade de vincular medições e resultados a padrões de referência reconhecidos.
A rastreabilidade é um requisito técnico fundamental em metrologia. Ela assegura que os resultados emitidos são confiáveis e comparáveis com outras medições.
A rastreabilidade garante:
- confiabilidade e reprodutibilidade dos resultados;
- conformidade com normas técnicas (ex: ISO/IEC 17025);
- histórico documentado das medições e dos padrões utilizados.
Padrão
Instrumento ou material de referência utilizado como base em processos de medição e calibração.
Os padrões possuem calibração rastreável a organismos nacionais (ex: INMETRO/RBC) ou internacionais, e são utilizados para calibrar os equipamentos dos clientes.
Estrutura do sistema
Módulo
Área funcional do sistema responsável por um conjunto específico de funcionalidades.
Cada módulo possui regras, permissões, cadastros e fluxos operacionais próprios.
Logs
Registros automáticos e imutáveis das ações realizadas no sistema.
Os logs são gerados pelo sistema sem intervenção do usuário, garantindo um histórico auditável de todas as operações.
Cada log armazena:
- usuário responsável pela ação;
- data e hora exatas;
- operação executada (criação, edição, exclusão, emissão);
- valores anteriores e posteriores à alteração.
São utilizados para auditoria, rastreabilidade de alterações e conformidade com requisitos de segurança da informação.
Padronização de termos
Para manter consistência entre documentação, suporte e operação do sistema:
- utilize sempre os termos definidos neste documento;
- evite sinônimos ambíguos (ex: prefira ordem de serviço a chamado ou ticket);
- mantenha as nomenclaturas padronizadas em cadastros e processos;
- prefira termos técnicos reconhecidos pela área de metrologia e qualidade.